JARDIM DE PLÁSTICO
Flores de plásticos usadas para implementar os jardins artificiais nas esquinas das grandes cidades.
Implantadas em vasos de concreto caiado na cor branca, mais parecida com o cinza devido ao empoeiramento.
Implantadas em vasos de concreto caiado na cor branca, mais parecida com o cinza devido ao empoeiramento.
Não exalam cheiro, nem deixam vestígio de qualquer natureza, a não ser a cor acinzentada advinda da poluição.
No início tudo era aparentemente belo, pois quanto mais novas mais as tais flores de plástico falsamente exprimem vida e beleza. Porém, mesmo mortas, artificialmente são atraentes aos olhos de quem não está muito atento.
Muito embora, depois de envolta pela poeira cinzenta que emanou do cano de descarga dos automóveis elas não passem de pedaços de plástico sujo, ou seja, de nada, sobre um vazo de concreto acinzentado e também desconexo no tempo e no espaço devido a penumbra e cinzenta poluição que o adotou.
Muito embora, depois de envolta pela poeira cinzenta que emanou do cano de descarga dos automóveis elas não passem de pedaços de plástico sujo, ou seja, de nada, sobre um vazo de concreto acinzentado e também desconexo no tempo e no espaço devido a penumbra e cinzenta poluição que o adotou.
Eis mais uma das tantas contribuições do homem para com a natureza e a beleza do meio em que vive através das suas infames criações.
O motor do automóvel expele numa média diária, para cada litro de gasolina queimada, mais de 2 Kg de dióxido de carbono (CO2). Se o combustível for o álcool saem do escapamento aproximadamente 1,4 Kg de CO2 por litro consumido.
O motor do automóvel expele numa média diária, para cada litro de gasolina queimada, mais de 2 Kg de dióxido de carbono (CO2). Se o combustível for o álcool saem do escapamento aproximadamente 1,4 Kg de CO2 por litro consumido.
Consequentemente eis o surgimento do Gás, que é produzido diariamente e lançado no ar que respiramos através do sistema de combustão e descarga dos automóveis. Se impregnando em tudo o que encontra pela frente, inclusive nas pétalas das ditas flores de plástico.
Entretanto, ao retornar para casa depois de se submeter ao aviltante despojo das mazelas impostas e sob a pressão do desconforto no transporte público sigo a pé pelo resto do caminho e inalo o mau cheiro do esgoto que corre a céu aberto, do lixo espalhado por todo o complexo e de tudo o mais que exala cheiro.
Nesta recorrente escalada impressiona-me a preferência da casta proletarizada, ao insistirem em escolher habitar o mais perto possível dos grandes centros ou grandes aglomerados, vivendo num falso conforto só para estar mais perto da elite. Formando um grande aglutinado de barracos à beira de córregos, parecendo mais rego de esgoto, ou embaixo de pontes.
Mal sabem que seu convívio é aviltante ante os membros da elite. Além da longa permanência e contato com todo tipo de lixo, inclusive o humano. Eu com o do vizinho e ele com o meu.
As moscas sobrevoam zumbizando para enfatizar o regresso da dignidade e enaltecer o mal estar quando faz lembrar o cheiro ruim que exala das referidas degradações do ambiente e paira nas casas. Cheiro do distinto lixo doméstico em decomposição que emana de todos os lados.
As cores diminuídas pela poluição, agora com tons acinzentados quase imperceptíveis aos nossos olhos aos poucos vão desaparecendo, logo o jardim artificial estará fadado ao esquecimento até que as flores sejam substituídas ou o local de espaço a outra atividade.
Depois contemplo os pássaros de ferro que entoam ruídos tristes no ar; notas fúnebres que maximizam os sons do cotidiano de uma cidade grande.
Percebo que é mais um dia de sol escaldante e ardente e que com grande poder resplandece radiante e segue irradiando a radiação ultravioleta em todas as direções. Sobretudo, onde perdura a conveniência capitalista que faz com que o buraco da camada de ozônio cresça ainda mais devido as ações irresponsáveis do homem, dentre elas o uso desenfreado do CFC, entre outras.
É evidente o que o homem fez, faz, e continuará fazendo em relação ao planeta, a natureza, a vida e principalmente a si mesmo, “o homem” a quem me refiro entristece os dias, adoecendo a vida e o planeta.
Meus Pêsames amigos
Zildo - 08.10.2009
Nenhum comentário:
Postar um comentário